11 03 09

Borges, Jorge Luis | o outro, o mesmo

Em 1982, quando lhe comunicam que foi dado o Prémio Nobel a um latino­americano, não a ele mas a um escritor muito mais jovem e de grande visão, chamado Gabriel García Márquez, fazendo das tripas coração, Borges exclama: “Extraordinário. Magnífico. Foi essa a melhor escolha que a Academia Sueca podia fazer”. E logo acrescenta: “Eu li Cem Anos de Solidão, mas basta este livro. É um livro difícil de definir. A mim, pessoalmente, a primeira parte parece-me superior à última. Não há dúvida de qualquer forma que se trata de um livro original, longe de qualquer escola, de todo o estilo e sem antepassados”.